sábado, 11 de outubro de 2014

A contraditória felicidade: a insanidade como qualidade.


      Pedir perdão por ser quem sou seria hipocrisia, porque me completo com minha insanidade, de modo que não sou nada sem minha nobre loucura, sou do erro o mais imperfeito, assumo com honra meus defeitos, ser assim atordoado por natureza me faz acreditar nas pequenas coisas da vida, que podem ser por essência, utopias ou somente devaneios, mas nós acreditamos que podemos ser felizes amanhã, lá quando terminarmos a faculdade, passarmos no tão sonhado concurso, seremos seres humanos verdadeiros, orgulho da família, ou se der tudo errado iremos ser somente o fracasso depressivo, este é nosso céu e inferno, por isso estamos aqui de pé, e o amor? Este fica em segundo plano, pois precisamos primeiro satisfazer os desejos da sociedade moderna para só depois sermos felizes, como de praxe a burguesia segue sua eterna luta por salvação, ou ascensão, nós os filhos do progresso tentamos sobreviver, sem contrair nenhuma doença de alma, meu medo é de nunca ser feliz, meu orgulho é ser contraditório, porque minha loucura é minha cura para o meu mal do qual eu fujo todos os dias, a insanidade é a arma que uso para procurar e tão verdadeira e tão sonhada alegria.

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